Ana Luiza. Escorpiana. 1,62 de uma intensidade do caramba. Amo fotografar, ler, viajar, cantar e sentir. Tenho medo de não ser suficiente, mas um medo ainda maior de não me satisfazer. Quero ser feliz com pouco e amar o que vem de dentro!
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Só
Enquanto olhava para o teto do meu quarto, decidi escrever. Talvez pela necessidade pura de aliviar a angústia que me atormentava naquele momento, ou talvez pelo simples ato de escrever, não sei. Sabia que não estava nada bem. Minha alma não estava bem, meu espírito não estava bem. Talvez algo ruim estivesse para acontecer, talvez fosse a pura ansiedade do meu jeito de ser. Meus olhos se fecharam e tentei pensar no que estava errado comigo, no que estava fazendo com meu futuro, no que estava transformando meu presente. Minhas mãos tremeram quando eu pensei que, em partes, minha tristeza se tratava de total carência e medo da solidão. Roía minhas unhas tentando pensar em como tudo me deixava tão sozinha naqueles últimos dias. Meu jeito de agir e falar? Talvez. Estava afastando aos poucos todos os bons seres que viviam junto de mim. Tentava recuperar a luz sorrindo de forma vazia, como se o sorriso fosse esconder a falta de brilho nos olhos borrados de rímel. Buscava refúgio nos desenhos e linhas de papel, pois a arte parecia-me a profunda tentativa de lapidação da dor. Talvez fosse, mas o fato doía-me o peito. Pensei um pouco nas coisas. Não tinha muito o que fazer, apenas esperar. Poderia ser só uma fase ou a mudança mais drástica da minha vida. Não sabia, o jeito era esperar, tentando não mudar os móveis de lugar, limpando os pés na entrada da casa, evitando a bagunça que já abrigava-se em minha mente.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário