terça-feira, 14 de outubro de 2014

Mudando

Oi, gente! Tudo bem com vocês?
Então, hoje vim trazer um post diferente dos que costumo publicar. Primeiramente, não se trata de um texto o qual escrevi. Dessa vez, publicarei fotos as quais eu mesma capturei e gostaria de saber o que vocês acham. Daí, se gostarem, sigam-me no instagram @maquinadeescreverflores.
Bom, vamos lá?





Espero que tenham gostado! Um beijão a todos e até mais!

sábado, 4 de outubro de 2014

1001 coisas que eu odeio em você: Romance politico

Já entrando na onda das eleições, decidi escrever sobre um assunto que tanto me atrai, mesmo me envergonhando, nesse nosso país tão rico no quesito corrupção: a política.
"Propagandas. Panfletos. Cartazes. Adesivos. Véspera de eleição mais parece Carnaval fora de época. Milhões de fantasias cobrindo pessoas (muitas vezes pagas para desfilar com blusas e alegorias do seu suposto partido). Enquanto isso, carros com caixas de som apresentam propostas e músicas que funcionam como uma verdadeira lavagem cerebral. Na televisão, debates lembrando a Guerra Fria, em que não há ataque direto (ou será que teve, em relação ao Campos?) e os candidatos mais criticam os adversários do que realmente apresentam propostas. Na internet, jovens entre 16 e 18 anos criticando assiduamente a politica brasileira, enquanto sequer pensaram em fazer seu titulo de eleitor para ao menos tentar mudar o futuro de um país caótico.
E o número de candidatos? 608 para o cargo de deputado federal de Minas Gerais e 1041 para deputado estadual também de Minas. Ok, democracia, liberdade de escolha e participação, mas quem é que procura saber sobre 1649 antecedentes e propostas para escolher dois cargos? Política, tenho a pura certeza, é mais do que querer participar e ter um salário alto. Vamos perguntar para cada um se eles sabem quais são as leis mais importantes para que exerçam suas funções básicas de acordo com a Constituição. Eliminamos oitenta porcento, sendo boazinha com os números.
E, mesmo com toda essa falação na nossa cabeça, há quem se fecha para o mundo e acaba votando no sobrinho, no neto, no filho ou no papagaio do filho do bisneto de um presidente que, dizem, fez muito bem para o país. Simplesmente porque, talvez, 100 anos de diferença não mudem o caráter de dois familiares.
E, pior do que isso, é assistir aos partidos se corrompendo, afinal, para o bem de uma nação, um grupo de esquerda pode apoiar a privatização e venda de recursos públicos para empresas estrangeiras. Tudo bem, né.
Para terminar a sessão "pseudoescritora engajada do dia", termino com a fala de uma pessoa muito próxima a mim, que, infelizmente, é o mesmo pensado por várias outras pessoas: "Você vota em quem te interessa, em quem faz o melhor por você, pela sua família e amigos." Pensar nas outras classes sociais que é bom nada.
Por essas e outras, acabamos sendo levados a desistir de pensar no futuro de um país sem futuro. Só que é nessas horas que devemos acreditar que pode haver uma luz no fim do túnel(#creindeuspaiquetem), uma pessoinha competente, ou várias de preferência, que acabe com todos os desvios do Senado, que cuide da nossa tão desgastada educação, justiça, saúde e transporte públicos e que mude a visão cada vez pior que criamos e criaremos da nossa situação. Meio sonho de consumo com visão de psicólogo isso aí, né.
Espero, sendo verdadeira, que isso não seja tempo perdido e que, amanhã, você que, como eu, vai lá na urna votar, que você faça uma boa escolha, que saiba o que está decidindo e que não esteja votando por pura obrigação (país democrático, né), mas com consciência de que, em quatro anos, um país pode afundar completamente ou desenvolver-se de forma satisfatória. Aí é com você. Lave as mãos ou transforme a água em vinho. A escolha é sua."

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Enquanto olhava para o teto do meu quarto, decidi escrever. Talvez pela necessidade pura de aliviar a angústia que me atormentava naquele momento, ou talvez pelo simples ato de escrever, não sei.  Sabia que não estava nada bem. Minha alma não estava bem, meu espírito não estava bem. Talvez algo ruim estivesse para acontecer, talvez fosse a pura ansiedade do meu jeito de ser. Meus olhos se fecharam e tentei pensar no que estava errado comigo, no que estava fazendo com meu futuro, no que estava transformando meu presente. Minhas mãos tremeram quando eu pensei que, em partes, minha tristeza se tratava de total carência e medo da solidão. Roía minhas unhas tentando pensar em como tudo me deixava tão sozinha naqueles últimos dias. Meu jeito de agir e falar? Talvez. Estava afastando aos poucos todos os bons seres que viviam junto de mim. Tentava recuperar a luz sorrindo de forma vazia, como se o sorriso fosse esconder a falta de brilho nos olhos borrados de rímel. Buscava refúgio nos desenhos e linhas de papel, pois a arte parecia-me a profunda tentativa de lapidação da dor. Talvez fosse, mas o fato doía-me o peito. Pensei um pouco nas coisas. Não tinha muito o que fazer, apenas esperar. Poderia ser só uma fase ou a mudança mais drástica da minha vida. Não sabia, o jeito era esperar, tentando não mudar os móveis de lugar, limpando os pés na entrada da casa, evitando a bagunça que já abrigava-se em minha mente.

domingo, 31 de agosto de 2014

Epitáfio

“Sim”, ouviu a fala taciturna em seu ouvido. As lágrimas escorreram pelos seus olhos castanhos e já cansados. Olhou para o chão, pedindo-lhe que se abrisse e afogasse todas as mágoas que a atormentavam naquele exato momento.
Cida já não respirava quando foi vê-la. Seus olhos azuis, ainda abertos, fitavam friamente os de Elza enquanto essa buscava, em vão, salvar sua filha. Mas, nada podia fazer contra o destino que, agora, a jogava de um precipício. Buscava nas mãos quentes de Maria um meio de engolir todo aquele grito incessante que ecoava em sua mente.
Aos poucos, filhos, netos e parentes tomaram o apartamento que, mesmo cheio, aparentava solidão. Alguns, indiferentes, resistiam em se aproximar do corpo preso à cama, como se a matéria, já sem alma, fosse se levantar e, como nos velhos tempos, sentar-se  à mesa com um copo de cerveja na mão. Pobres, podres, medíocres esses que se deixavam levar pela insensatez de um adeus não revelado. E não menos aqueles que lamentavam em seu leito de morte, enquanto poderiam ter se pronunciado em vida.
“O que os olhos não veem o coração não sente.” pensou Elza, quebrando a faísca que saía de sua mente. Decidiu, então, limpar o rosto úmido e passar seu café, buscando um meio simples de esquecer o caos que a atingira e demonstrar estabilidade.
Mas, para que sua expressão não aparentasse o que seu coração sentia, entrou em seu quarto e sentou-se na cama. Com o terço em suas mãos, pediu a Deus que abençoasse sua filha. Compreendia o quanto tinha lutado pela sua felicidade, mesmo nos momentos mais difíceis. E continuaria fazendo o melhor para manter sua família unida, mesmo que estando, agora, incompleta.

Pensando no amor que habitava sua alma, fechou os olhos e respirou fundo. Vindo de dentro de sua mente, ouviu uma voz rouca e já conhecida se manifestar. Era a voz da consciência, querendo dizer-lhe o quanto era preciosa, esforçada e relevante. E essa voz, caro leitor, essa voz era de Cida, gritando “Mãe, você é a heroína dessa história.”

sábado, 23 de agosto de 2014

ars arcus inhibuit . Do latim "a arte de fotografar"

Anteontem, enquanto fotografava duas amigas, parei por um momento para pensar no que eu estava exatamente fazendo.
Fotografia sempre foi uma das minhas grandes paixões. Desde pequena, quando viajava a Búzios, carregava minha pequena Cyber Shot (ganhada e usada) para todos os cantos que ia. Capturava fins de tarde, manhãs na praia, sorrisos e momentos divertidos. Era bastante gratificante guardar momentos importantes pra mim dentro de um aparelho eletrônico. Lembro que, em uma vez, voltando da cidade, fui copiar todas as fotos da viagem, mas perdi todas elas por um erro bobo. Chorei igual criança quando nasce.
E isso de amar capturar momentos foi apenas crescendo, aumentando, ficando mais sério e mais gratificante. Principalmente quando você amadurece suas ideias e as pessoas começam a valorizar essa sua paixão.
Fotografar, para mim, é uma arte e tanto, um ato de coragem para quem tem medo de se arriscar em frente às câmeras e prefere ficar atrás delas. Fotografar é querer salvar um momento para sempre, nunca sabemos quando a memória nos falhará, não é mesmo? E não só salvar esse momento, mas congelá-lo, como se pudéssemos sentir o mesmo que sentimos no instante, só que apenas olhando uma imagem.
Quando vejo meus amigos fotografando não é como se visse um concorrente, é como se me visse no espelho, porque eles veem o mundo da mesma forma, como uma pintura, uma arte pedindo para que seja observada e lembrada, guardada na memória. É esse o dom da fotografia e de toda a arte: a observação, a calma, a paciência, o cuidado. Um trabalho constante, contínuo da capacidade humana de silenciar-se e apenas observar seu entorno.
E vem desses detalhes a beleza de uma fotografia: encontrar um ponto de vista totalmente diferente das expectativas, um olhar simples em meio à complexidade do mundo.

sábado, 16 de agosto de 2014

Prosa da solidão

"Os olhos dele eram bonitos, senhor, como eram! Castanhos, redondos, como duas bolas de gude da cor da escuridão. E os dentes, encolhidos sob os lábios tímidos e inseguros, demonstravam uma alegria inconfundível. Sua voz era marcante, seu andar como o mar levando as conchas bruscamente para o fundo do oceano. Poderia ter levantado, ido embora, esquecido. Mas preferiu continuar ali, procurando uma mera esperança em meio à solidão. Seu jeito machista, uma risada cortando a expressão cansada. Suas brincadeiras cômicas, suas palavras aconchegantes e seu olhar fitando o dela. Capitu, Capitu, pensava consigo, não vá se deixar levar por gestos simples. E, pensando nisso, encolhia-se, como se o amor já não pudesse ser percebido, como se sentir fosse algo proibido. E talvez fosse, amar alguém assim tão bonito, talvez fosse. Ou se tratasse de mera coincidência chover sob seus olhos uma imensidão de sóis e gotas reluzentes, que, em meio ao fim da noite, refletiam o brilho das estrelas mortas. Talvez amasse intensamente ou talvez fosse apenas a vida pregando-lhe mais uma de suas peças."

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Medo do Futuro

Há pessoas hidrofóbicas, pessoas claustrofóbicas, acrofóbicas e tantas outras com medos incomuns ou não. Mas existem algumas pessoas que sofrem de um medo terrível, atormentador, daqueles que te tiram o sono, que te fazem perder o rumo e confundir os sentidos: medo do futuro. Uns chamam de ansiedade, outros de insegurança, outros de desconfiança. Provavelmente, trata-se de uma total mistura de todas essas sensações. Medo de não ser o que tanto se sonha, de não ter uma vida digna, de não passar na faculdade, de não formar uma bela família. Medo de ficar sozinho, de não ganhar na mega-sena, de ter que acordar às 4 da manhã todos os dias. E tudo isso, aos poucos, vai se acumulando em nossa mente, aterrorizando nosso curto período de sono, até que ficamos a noite toda com os olhos bem abertos, pensando em como seria se tudo fosse como tanto queremos. "Se". Um "se" bem grande para todos os nossos sonhos que não se realizaram e nem por isso morremos. Um "se" maior ainda a todos os medos que se tornarão realidade, mas enfrentaremos com a cara e coragem e venceremos no final. Clichê, não? Quase frase de livro de auto-ajuda da Saraiva. Mas é bom pensar assim, porque é desse jeito que as coisas seguem. O medo é isso de nos encorajar e nos fazer continuar tentando. E, meu amigo, não tem coisa melhor que alcançar o objetivo tão sonhado depois de enfrentar a sua fobia. É quase como ganhar uma passagem só de ida pro Hawaii. 
Então, acredite: quando passamos a confiar em nós mesmos e nos outros, os medos somem, porque esses são apenas resultado puro e verdadeiro da falta de credibilidade(ou fé, como quiserem chamar), essa autodesconfiança(neologismo!) que insiste em nos atormentar.
Confie em si mesmo e fobias não passarão de palavras meramente ilustrativas.

Voltei (novamente)

Ok, já tá na hora da pessoa aqui parar com o joguinho de ativa-desativa blog, né? E, para não deixar de fazer o que eu mais amo, escrever, decidi ativar meu blog definitivamente. Aqui, consigo desabafar, mesmo que apenas eu leia o que publicar. Aqui, abro-me, leio-me, desvendo-me e descubro a resposta da vida que tanto procuro pelas ruas e não encontro. Aqui, palavra não tem medida, falo ou não falo, e, garanto, não vai faltar sobre o que falar.
Vamos comigo nessa jornada?
Conto com vocês!
Beijos da Nalu.