Hoje, como todos os dias, acordei, peguei meu celular, abri
o Facebook e dei uma olhada no feed de notícias. Esperava encontrar alguma publicação sobre
novos casos de dengue, fotos e compartilhamentos de amigos, ou qualquer coisa
do tipo. Em vez disso, deparei-me com diversas postagens sobre um acontecimento
ocorrido hoje no período da manhã: uma dita tentativa de estupro a uma funcionária de uma instituição de ensino da minha cidade, fato vivenciado no local. Algumas páginas de notícia diziam ter sido
uma tentativa de roubo, outras diziam que havia sido sim uma tentativa de
estupro.
Não entrando no mérito de ter sido ou não, decidi escrever
sobre uma decisão tomada por algumas instituições de ensino que pode ser,
agora, tanto um avanço quanto aos direitos dos transexuais como um retrocesso
quanto à violência, em especial, contra a mulher. No final de 2015, uma
instituição específica declarou um lema que dava às pessoas o direito de usar
qualquer um dos banheiros, feminino ou masculino, de acordo com o gênero a que
se sentisse pertencido. A ideia principal era trazer à faculdade o molde
contemporâneo de respeito à diversidade.
Inicialmente, analisando por um ponto de vista específico,
trata-se de um grande avanço quanto aos direitos de pessoas que não se sentem
confortáveis utilizando banheiros que não seguem o gênero a que pertencem (no caso de
transexuais). Porém, analisando o fato com um olhar inclusive mais malicioso,
percebe-se que muitas pessoas poderão abusar desse direito, utilizando-o como
uma arma de violência e estupro.
Quando dois homens entram em um banheiro feminino afirmando
se identificarem com o gênero feminino , não há provas de que estão sendo
verdadeiros ou não. Contudo devem ser respeitados e o uso dos banheiros por
parte de ambos não pode ser restrito. Se dois homens, porém, fazem uso dessa
afirmação para entrarem em um banheiro e estuprarem uma mulher que está sozinha
no local, a situação se torna um tanto complicada.
O exemplo acima não foi
noticiado. Trata-se de uma suposição para nos levar à reflexão e até a uma maior
cautela por parte não só de nós mulheres, mas também dos homens. Deve-se respeitar
sempre todos os gêneros, sem restrição. Mas, ao mesmo tempo em que se percebe um
grande avanço em um ponto, parece haver um retrocesso em outro. O fato de haver
uma maior possibilidade de violência contra, principalmente, a mulher, gera em
nós um medo ainda mais intenso em relação a essa situação. O que deveremos
fazer? Esperar os mesmos saírem dos sanitários para, então, podermos entrar? Ou entrar
sempre em grupos em tais locais? O medo parece se tornar cada vez mais intenso.
Em relação à última referência, não se sabe ao certo o melhor a se fazer, pois toda medida tem um lado bom e ruim. Contudo, cabe aos órgãos responsáveis pela vigilância dessas instituições garantir a fiscalização de tais pontos, permitindo a todos, não apenas às mulheres, a preservação de seus direitos e de sua segurança, abrandando os empecilhos de tal decisão.
Nenhum comentário:
Postar um comentário