Anteontem, enquanto fotografava duas amigas, parei por um momento para pensar no que eu estava exatamente fazendo.
Fotografia sempre foi uma das minhas grandes paixões. Desde pequena, quando viajava a Búzios, carregava minha pequena Cyber Shot (ganhada e usada) para todos os cantos que ia. Capturava fins de tarde, manhãs na praia, sorrisos e momentos divertidos. Era bastante gratificante guardar momentos importantes pra mim dentro de um aparelho eletrônico. Lembro que, em uma vez, voltando da cidade, fui copiar todas as fotos da viagem, mas perdi todas elas por um erro bobo. Chorei igual criança quando nasce.
E isso de amar capturar momentos foi apenas crescendo, aumentando, ficando mais sério e mais gratificante. Principalmente quando você amadurece suas ideias e as pessoas começam a valorizar essa sua paixão.
Fotografar, para mim, é uma arte e tanto, um ato de coragem para quem tem medo de se arriscar em frente às câmeras e prefere ficar atrás delas. Fotografar é querer salvar um momento para sempre, nunca sabemos quando a memória nos falhará, não é mesmo? E não só salvar esse momento, mas congelá-lo, como se pudéssemos sentir o mesmo que sentimos no instante, só que apenas olhando uma imagem.
Quando vejo meus amigos fotografando não é como se visse um concorrente, é como se me visse no espelho, porque eles veem o mundo da mesma forma, como uma pintura, uma arte pedindo para que seja observada e lembrada, guardada na memória. É esse o dom da fotografia e de toda a arte: a observação, a calma, a paciência, o cuidado. Um trabalho constante, contínuo da capacidade humana de silenciar-se e apenas observar seu entorno.
E vem desses detalhes a beleza de uma fotografia: encontrar um ponto de vista totalmente diferente das expectativas, um olhar simples em meio à complexidade do mundo.
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